Elena Nikulina foi libertada da colônia penitenciária na Mordóvia. Seu marido também cumpriu pena
MordóviaEm 11 de agosto de 2026 chegou ao fim a detenção de Elena Nikulina. A crente de 57 anos, natural de Saransk, passou mais de três anos em uma colônia penal — por conversar sobre a Bíblia, atividade que as autoridades classificaram como participação em atividade extremista.
Elena esteve detida na colônia penal feminina do povoado de Yavas desde março de 2023. Antes disso, passou cerca de cinco meses em um centro de prisão preventiva. Os primeiros meses na colônia foram os mais difíceis para Elena. Várias vezes ela desmaiou durante as formações e, em um ano, perdeu 30 kg. Chegou a ser hospitalizada com angina, desnutrição e desidratação. Após isso, a crente passou a realizar tratamento médico anual.
Elena é costureira profissional. Ela era valorizada na colônia por sua responsabilidade. Entre suas tarefas estavam verificar a qualidade da costura, corrigir erros e ensinar outras pessoas a costurar em equipamentos profissionais. Houve um período em que os turnos de trabalho duravam 12 horas, com apenas um dia de folga a cada duas semanas. Devido a essa carga, Elena teve uma queda significativa na visão e formigamento em uma das mãos.
Segundo Elena, o ambiente de rudeza, gritos e humilhação foi desanimador para ela. “Quando você convive muitos anos com pessoas que compreendem, se compadecem e amam você, e depois cai numa sociedade assim, dá medo. Sem Jeová, não seria possível viver ali”, relembra ela. Mesmo assim, Elena procurava ajudar outras mulheres em questões do dia a dia e apoiar aquelas que não tinham o cuidado de familiares ou amigos. “Faça aos outros o que gostaria que fizessem por você — durante os três anos e meio essas palavras me acompanharam”, disse Nikulina.
O marido de Elena, Georgiy, condenado no mesmo processo, foi libertado em dezembro de 2025. No entanto, após isso, ele ainda não podia visitar Elena na colônia devido às restrições impostas pelo tribunal. A perseguição do casal continua desde fevereiro de 2019. No âmbito do processo deles, outros quatro crentes foram condenados, sendo que um deles, Vladimir Atryakhin, permanecerá detido até março de 2028.





